Bom, oi. Detesto revelar insatisfação e falar sobre as coisas que não estão boas, na verdade não falar em si mas, adimiti-las. Acho que ninguém gosta de elucidar pontos fracos, dá medo; é como de repente ficar mais vulnerável. Mas todos fazemos isso em alguns momentos na vida-outros mais outros menos-, nem sempre decidimos quando, às vezes só é necessário. Eu sei disso e foi difícil escrever este post. Adio faz três dias. De uma certa maneira quando organizo as palavras aqui torno as situações mais claras para mim e cada coisa tem um tempo para poder ser digerida. Falar é aceitar e essa sempre é a pior parte. E também a melhor pois, só passando por esta conseguimos ir em frente.
Então por um momento na quarta-feira de manhã tudo se amontuou na minha mente e só o que eu não queria era entender aquele conjunto de informações desencadeado por uma simples ação, rotineira. Eu tinha prova prática de autoescola e as coisas ocorreriam bem, no seu melhor. Até eu decidir aproveitar o tempo vago e arrumar a cama. E meu lindo joelho até agora são resolver se deslocar. E ponto. No que foi uma fração de segundos e pareceu para mim tempo suficiente para ficar incrédula e recordar várias cenas do passado, a situação clareou. Medo, insegurança, certeza, rotina se modificando, dores, cirurgia, gesso, dores, fisioterapia, reaprender a andar pela terceira vez. Até que eu senti a dor de ter os ossos deslocados para o lado e gritar. Simples assim, dez minutos antes de eu sair de casa. Mudaram todos os planos, nada restou.
Não é de estranhar que eu teimei com meus pais para mesmo assim ir fazer a prova. E nem é de se espantar que rodei. Talvez pudesse justificar com a dor no joelho, com o fato de estar mancado, tavez por estar usando joelheira ou até mesmo pelo susto do que aconteceu e o medo de que voltasse a acontecer. Foi tudo isso e mais um pouco. Quis "fazer a prova" para sair de casa, fugir do que acontecera, evitar ter de pensar nisso. Quatro anos depois ter escapado do pesadelo, ainda assombrada pelas lembranças que insistem em me procurar-fato; mas tanto tempo passado e outro joelho resolve encomodar. A maldição começara de novo. E de repente as duas cicatrizes da última operação, tidas como uma vitória com muito orgulho por mim, não foram o bastante para acabar com o problema. Só o fizeram adormecer por alguns anos para agora acordar do outro lado. Fato que fiquei muito revoltada e a minha quarta-feira não rendeu nada. Eis a boa de setembro: Um pesadelo que ressurge renovado para provar a mim que sou forte e consigo passar por isso novamente. Um mês sem andar, sem trabalhar, sem estudar, sentindo dores, levando choques na perna. Se tudo der certo. E daí eu fico boa, é o que dizem. Tenho receio de acreditar nisso de novo. Tenho escolhas a fazer mas a mais importante já me foi tirada.
Parece e é exagerado a outros olhos que leem mas, somente eu sei por tudo que passei e o que significa tem de encarar de novo isso. E claro, sou dramática. E meu problema não é nada comparado a tantos outros, provavelmente nem merece os minutos que você desperdiçou nessa leitura, desculpe.
Tudo bem não é aí que vou parar, aconteça o que for. Queria pensamentos mais positivos talvez mais coragem. Mas hoje não quero mais nada por aqui, estou satisfeita por ter encarado, fiquem bem. Beijo.