Minha certeza de hoje é que o tempo passa. E ele não tá nem aí se a gente percebe ou não. Ele só acontece, independente de qualquer coisa. Constatei isso em dois casos. No primeiro, uma das minhas melhores amigas me disse: 'tenho uma novidade pra ti.', pronto saquei na hora, dei um abraço nela de saudades e deixei a bixinha falar 'tô grávida, tu vai ser madrinha'. Já esperava por isso, levando em conta às inúmeras vezes que ela, assim como outras amigas -coisa de guria, chegou e me disse: acho que tô gravida.. Uma hora isto ia ser certo. Fiquei feliz por ela, é cedo, mas tá com um cara legal, a família tá apoiando e conhecendo sua história fico mt feliz feliz por ter acontencido agora e não antes. Fiquei feliz com o convite pra madrinha, mas algo que ela disse me chamou mais atenção, 'o quarteto de novo, vcs três vão ser madrinhas'. Porra , gurias sempre têm esses costume de pré-nomear as futuras dindinhas de seus nenéns, claro que suas melhores amigas. Mas já me perguntei várias vezes, naquelas horas em que a gente tá pensando em nada e em tudo ao mesmo tempo, qual seria a chance real de isso acontecer? Quer dizer, a vida tende a separar nossa amizades de infância, adolescência.. Pessoas se formam, se mudam, viajam , casam.. Sei lá mil e uma possibilidades. E quanto por cento de chances de rever e voltar a conviver com quem tu escreveu provavelmente os melhores momentos da tua história, segundo os adultos e idosos rá, há realmente? Quer dizer, acredito que seja proporcional ao número de motivos que podem levar a separação. Justo? Talvez.
Mas não quero falar de separações ou reencontros, apenas de mais uma prova que o tempo me dá. Nossa! De quando éramos
pré-adolescentes (descobri que este termo não existe), corrigindo crianças então, e, descobríamos todas as delícias de entrar na juventude, uma nova fase, novos desafios, emocionantes descobertas -e como-, as primeiras festas, os primeiros namoros e mais sensações; as conversas que passam a ter como tema central homens, as opiniões que se formam, os conceitos que são quebrados e por um momento tu esquece quase tudo que teus pais ensinaram: te entrega totalmente à fase e divide tudo com as tuas melhores amigas; de lá até aqui -e eu não sei definir aqui- não vi o tempo passar, quer dizer tempo, que tempo? Percebi milhares de coisas e vivi mais ainda, mas até agora era tudo o mesmo momento. A mesma alegria primitiva e verdadeira. Mas pára, como tem um neném na história então? E aquela idéia compartilhada de toda guriazinha idiota e sonhadora, tá se realizando agora? Quantas chances tinha? Todas e nenhuma. O momento era esse, as decisões erradas, o aprendizado, os erros que se converteram em acertos. É e a gente cresceu. Aprendeu tanto e nem se deu conta e o mais bonito, na real, é ver que nem o 'manhoso' tempo nem a distância -escolas diferentes, trabalhos, junções, desjunções, fofocas.., separaram o quarteto. O tempo só tratou de trazer de volta o que é verdadeiro. Os métodos que ele usa pra isso, as ilusões que prega, os caminhos que aponta, vai entender! Uma única coisa é certa: os laços verdadeiros que tu cria tempo nem diastância nenhuma desfaz.
Nem tô mais
afins de falar do segundo caso, que é sobre algo que li.
E quando você menos esperar o futuro acontece. Viu, já aconteceu.
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