23 de abr. de 2012

Questão de distância


Eu me encontro em vontades que não acabam
Sonhos que perduram uma vida
Romances de filme
Meu papel varia de mocinha à vilã
Talvez e, provavelmente, porque obviedade me cansa
Eu entro na dança mas detesto mudanças
Olha que contradição!
Um superficial se torna essencial na medida que cresço
- tempo este que não se mede em anos
Mas sim em responsabilidades e porquês e saudades
Agora sem idiossincrasia, mentira nenhuma me bastaria
Pois velha infância alguma traria o que quis
Eu acho tudo tão real
Os sonhos que quero. Os medos que tenho
As verdades que deixei. Outras que conquistei
Eu acho tudo tão bobo que paro de achar
E chego a imaginar que está tudo certo
E de repente esteja

Na verdade é bem menos do mais que parece ser
Figuração não passa de uma questão
Eu que passo das respostas

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