Escrever é criar beleza. Nestas últimas semanas li Pra Ser Sincero-123 Variações Sobre o Mesmo Tema, Humberto Gessinger, por indicação de uma colega, e curti muito. Bom conhecer um pouco sobre uma das bandas que mais adoro, Engenheiros do Hawaii. Gosto porque traduz muitos momentos para mim, é simples e diz tanto.
Comecei a ler também Renato Russo-O Trovador Solitário, Arthur Dapieve, para realizar um trabalho de aula no qual meu grupo tem de entrevistar o artista já falecido. Interessante, no mínimo. Ouço Legião também, não com tanta frequência, mas me identifico. Por vezes acho triste mas, Renato foi um poeta e poesia é e sempre foi beleza e drama. Um paradoxo, um oposto, um complemento. Isso me desperta inúmeras dúvidas ao mesmo tempo que me fascina.
Acabei, pois, de ler também O Diário da Nossa Paixão, Nicholas Sparks. Simplesmente perfeito. Escrito com poucos personagens, cenários, épocas, com a história toda voltada para o mesmo ponto do início ao fim e, ainda assim, rico em constância, conteúdo e doçura. Exageradamente apaixonado. Desejo ver o filme agora e chorar mais o monte, hahaha. Livros como este justificam minha paixão pelos romances- textos longos-. Dispor frases ordenadamente numa página é fácil mas, conseguir que um texto ultrapasse a barreira das palavras e alcance o invólucro dos sentimentos é lindo.
Amo tudo relativo à arte: Pintura, escultura, música, cinema, dança... Mas tenho um tesão enorme com a literatura. O que motivou a escrever, quem motivou, a maneira de escolher as palavras, as metáforas, as brincadeiras, o sentido, a graça, a ira, a razão. E depois de tudo isso ainda há a interpretação de cada um, o ponto em que atinge, o que acrescenta ou deixa de acrescentar, tudo alheio a qualquer opinião do autor. Afinal, que autor? Quando um texto está sendo lido, seu proprietário passa a ser o leitor e este pensa o que bem entender.
Quem cria canções, romances, telas(...), faz porque precisa se expressar e bem lá no fundo necessita isto para se descobrir. E quem aprecia o faz pelo mesmo motivo. No cerne todos são iguais, buscando sempre aprender e, quem sabe, aproveitar. Admiro isso, gosto de pessoas que sonham, têm medo e tentam.
Veremos as próximas leituras e, em contrapartida a um post passado posso dizer que este é um bom hábito que mantive neste ano. Ler me dá prazer e escrever me dá segurança ou qualquer algo próximo disso.
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