27 de out. de 2013

Mais presente, menos presentes!

   Atualmente damos tanto valor a datas comemorativas que esquecemos de celebrar o que realmente tem vazão: Os momentos simples que nos são caros, que despertam sentimentos, escrevem histórias e mudam uma vida (ou mais).
   Vivemos tão focados no calendário que não lembramos do abraço espontâneo, do encontro sem razões estereotipadas, do telefonema sem compromisso, de declarar o que sentimos sem ter a óbvia intenção de provar algo para o mundo.
   Idealizamos o amanhã, a viagem, a mudança, os eventos, o reencontro, o novo começo e abdicamos do hoje, do agora, da descontração e do real. Preocupamo-nos em crescer, aprender, evoluir e ignoramos que na vida os verbos devem ser conjugados no presente do indicativo.
   Que o passado, independente de como tenha sido, é parte de quem somos e que o futuro nada importa meu bem - por mais que pretenda, sempre será presente! Viu só? A vida que tanto almejamos é (surprise!) a vida que levamos.
   Assim, como os planos que fazemos tem 50% de chance de virarem presente e 50% de chance de ficarem presos no futuro (talvez nas datas que sempre esperamos para nos reunir, conversar e rir), num tempo que nunca chegará. Nas oportunidades de agora que perdemos, nos sonhos que adiamos...
   Então, que tal pararmos de inventar desculpas, de arranjar porquês? Busquemos saídas, façamos surpresas, sejamos criativos e vamos cuidar de quem cuida de nós! O hoje, este não te pede muito, mas o amanhã sempre irá querer mais.



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